terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

1º Dia - Beirut


Tudo começa na véspera com uma lista "a não esquecer" que incluía :

- Paracetamol
- Desinfectante
- Pensos
- Caixa de óculos
- Pastilha diarreia ( super úteis by the way )
- Papel higiénico
- Contactos embaixadas
- Morada na mala
- Lista de estação bus e afins
- Valor das moedas
- Fotografias para eventuais vistos
- Dinheiro em cash
- Etc..

Vou a pé para Denfert-Rochereau onde entro no Orly-Bus em direcção ao aeroporto de Paris-Orly. Dirigo-me para o check-in, onde o visto da Síria dá direito a várias inspecções do meu passaporte.

A primeira impressão de Orly é que é um aeroporto do Maghreb. Inúmeros voos com destinações de Agadir, Marrakech, Tunis, Fez, Alger, Tanger e mesmo outras que nunca tinha ouvido falar!

O meu voo faz escala em Istanbul, antes de aterrar em Beirut. Sou o único latino neste voo, já para não falar em português.



Sou surpreendido pelo anúncio de segurança da Pegasus Airlines que merece ser visto e revisto aqui :


Chegado à Turquia, começa a dança : "Have you ever been to Isrrrrrrrrrrrrrrael ?"
- "No, never!"

À minha frente, na porta de embarque, um senhor começa a tirar os ténis. Vira-se para Mecca e começa a rezar e a beijar o chão do aeroporto.

Conheço dois libaneses que, surpresos por me verem viajar sozinho, me explicam o sistema de transportes no Líbano : "Então é assim, há os taxis e os services. Os taxis podem ser taxis e também podem ser services. Os services só podem ser services. Todavia, todos eles tem uma placa de taxi em cima do carro". Ok, isto começa bem...

Calho ao lado de uma francesa que vai a viagem toda a maquilhar-se e a ver-se ao espelho. Se calhar enganou-se no avião, penso eu para os meus botões..

No avião, atiram-me com um papelinho para preencher. Vim a saber que era para os serviços de fronteiras do aeroporto. Nome, apelido, nome do pai, da mãe, profissão, motivo de visita, local de estada etc.

Depois da turbulência em Famagusta, aterro no aeroporto internacional Rafik Hariri, este, morto em Fevereiro de 2005 num ataque à bomba.

À minha espera estava o Hussam do hostel com uma plaqueta engraçada. Metemos-nos no taxi dele e comecei a perceber as leis ( ou falta delas ) da estrada no Líbano. Uns sinais vermelhos depois, contra-mãos, apercebo-me da destruição do bairro e do lugar sombrio que contrastava com a rua dos discotecas.

Vou para um dormitório onde estão um casal de americanos, rejeitados na fronteira com a Síria.
Adormeço profundamente debaixo dos lençóis do Mickey.






Sem comentários:

Enviar um comentário